Dermatite em Cachorro: Como Tratar de Forma Eficaz
Descubra como tratar dermatite em cachorro com medicamentos, alimentação hipoalergênica e cuidados diários. Guia completo com orientações veterinárias para controlar coceira e lesões.

Dermatite em Cachorro: Como Tratar de Forma Eficaz
TL;DR: O tratamento da dermatite em cachorro envolve identificar a causa (alérgica, atópica ou de contato), usar medicamentos prescritos pelo veterinário, ajustar a alimentação para dietas hipoalergênicas e manter cuidados com higiene e ambiente. A nutrição adequada é fundamental para fortalecer a barreira cutânea e reduzir crises. Segundo estudos veterinários, aproximadamente 10-15% dos cães apresentam algum tipo de dermatite alérgica, sendo a DAPP (dermatite alérgica à picada de pulga) uma das mais comuns.
O Que é Dermatite em Cachorro e Principais Tipos?
A dermatite canina é uma inflamação da pele que afeta milhares de cães todos os anos. Ela se manifesta através de sintomas como coceira intensa, vermelhidão, lesões e perda de pelo, causando desconforto significativo ao animal.
Existem diferentes tipos de dermatite, cada um com causas e características específicas. Compreender essas diferenças é fundamental para escolher o tratamento mais adequado.
Dermatite Atópica
A dermatite atópica é uma condição crônica com predisposição genética. Cães com essa condição desenvolvem reações exageradas a alérgenos ambientais como pólen, ácaros e fungos.
Raças como Golden Retriever, Bulldog Francês, Shih Tzu e West Highland White Terrier apresentam maior incidência. Os sintomas geralmente aparecem entre 6 meses e 3 anos de idade.
A coceira é mais intensa nas patas, orelhas, focinho e região abdominal. Muitos tutores notam que o cachorro coça constantemente essas áreas, lambendo e mordendo a pele.
Dermatite Alérgica à Picada de Pulga (DAPP)
A DAPP é uma das dermatites mais comuns em cães. Ela ocorre quando o animal desenvolve hipersensibilidade à saliva da pulga.
Apenas uma picada pode desencadear reação alérgica intensa que dura semanas. A coceira se concentra principalmente na região lombar, base da cauda e parte posterior das coxas.
Cães com DAPP apresentam lesões avermelhadas, crostas e áreas sem pelo. Em casos crônicos, a pele pode ficar escurecida e espessa.
Dermatite de Contato
Esse tipo resulta do contato direto da pele com substâncias irritantes ou alergênicas. Produtos de limpeza, shampoos inadequados, tecidos sintéticos e plantas podem desencadear a condição.
As lesões aparecem nas áreas que tiveram contato direto com o agente causador. Barriga, patas e focinho são regiões frequentemente afetadas.
A vermelhidão e a coceira surgem rapidamente após a exposição. Identificar e eliminar o agente causador geralmente resolve o problema.
Dermatite por Alergia Alimentar
A alergia alimentar provoca reações inflamatórias na pele através da resposta imunológica a proteínas específicas da dieta. Frango, carne bovina, laticínios, trigo, soja e milho são os alérgenos mais comuns.
Ao contrário da atópica, a dermatite alimentar não tem sazonalidade. Os sintomas persistem o ano todo e podem incluir problemas gastrointestinais além das lesões cutâneas.
A coceira afeta principalmente orelhas, patas, região perianal e focinho. Infecções de ouvido recorrentes são um sinal característico dessa condição.
Como é Feito o Diagnóstico Veterinário da Dermatite?
O diagnóstico correto é o primeiro passo para um tratamento eficaz. Cada tipo de dermatite requer abordagem específica, e apenas o médico veterinário pode determinar a causa exata.
A consulta veterinária envolve exame físico detalhado, histórico clínico completo e, frequentemente, exames complementares. O profissional avalia a distribuição das lesões, padrão de coceira e idade de início dos sintomas.
Exames Dermatológicos Essenciais
O raspado de pele é um exame simples que identifica parasitas como ácaros da sarna. O veterinário raspa suavemente a superfície da pele e examina o material ao microscópio.
A citologia cutânea detecta infecções bacterianas e fúngicas secundárias. Uma fita adesiva ou swab coleta células da pele para análise microscópica.
A cultura bacteriana ou fúngica é necessária em infecções resistentes. O exame identifica o microrganismo específico e define qual antibiótico será mais eficaz.
Biópsias de pele são reservadas para casos complexos ou quando há suspeita de doenças autoimunes. O procedimento é realizado com anestesia local ou sedação.
Testes Alérgicos
O teste intradérmico avalia reações a diversos alérgenos ambientais. Pequenas quantidades de substâncias são injetadas na pele, e a reação é observada.
Esse exame é especialmente útil para dermatite atópica, auxiliando na formulação de vacinas de imunoterapia personalizadas.
Testes sorológicos (sanguíneos) também estão disponíveis, embora sejam considerados menos precisos que os intradérmicos por muitos dermatologistas veterinários.
Dieta de Eliminação
Para diagnosticar alergia alimentar, o veterinário prescreve uma dieta de eliminação por 8 a 12 semanas. O cachorro consome apenas proteínas e carboidratos que nunca comeu antes.
Durante esse período, nenhum petisco, ossinho ou alimento adicional pode ser oferecido. A disciplina é fundamental para resultados confiáveis.
Se os sintomas melhorarem, o veterinário reintroduz gradualmente os alimentos anteriores para identificar qual causa a reação. O retorno dos sintomas confirma o diagnóstico.
Proteínas hidrolisadas são alternativas para a dieta de eliminação. Nelas, as proteínas são quebradas em fragmentos pequenos demais para desencadear resposta alérgica.
Quais São os Tratamentos Medicamentosos para Dermatite Canina?
O tratamento farmacológico da dermatite canina é individualizado conforme o tipo, gravidade e resposta do animal. Nunca medique seu cachorro sem orientação veterinária.
Combinações de medicamentos são frequentemente necessárias para controlar a inflamação, coceira e infecções secundárias.
Antialérgicos e Anti-histamínicos
Anti-histamínicos como hidroxizina e cetirizina ajudam a reduzir a coceira em casos leves a moderados. Eles bloqueiam receptores de histamina, substância liberada durante reações alérgicas.
Segundo estudos veterinários, aproximadamente 30% dos cães com dermatite atópica respondem bem a esses medicamentos.
Medicamentos mais modernos como oclacitinib oferecem controle rápido da coceira, geralmente em 4 a 24 horas. Eles inibem enzimas específicas envolvidas na inflamação e no prurido.
Lokivetmab é um anticorpo monoclonal injetável que bloqueia a interleucina-31, proteína responsável pela sensação de coceira. Uma aplicação proporciona alívio por 4 a 8 semanas.
Corticoides: Indicações e Cuidados
Corticoides como prednisolona são potentes anti-inflamatórios usados em crises agudas. Eles reduzem rapidamente a inflamação e a coceira intensa.
O uso deve ser criterioso e monitorado. Tratamentos prolongados podem causar efeitos colaterais como aumento de sede e apetite, ganho de peso e imunossupressão.
Veterinários buscam usar a menor dose eficaz pelo menor tempo possível. Em tratamentos crônicos, preferem alternar com outras opções terapêuticas.
Corticoides tópicos são alternativas para lesões localizadas, reduzindo efeitos sistêmicos.
Antibióticos e Antifúngicos
Infecções bacterianas secundárias são comuns em cães com dermatite. A pele lesionada e a coceira constante facilitam a entrada de bactérias.
Antibióticos como cefalexina são prescritos por 3 a 6 semanas. Infecções profundas podem exigir tratamentos mais longos.
Infecções fúngicas por Malassezia também ocorrem frequentemente. Shampoos antifúngicos com clorexidina ou miconazol são tratamentos comuns.
Casos resistentes necessitam antifúngicos orais como itraconazol ou fluconazol.
Shampoos Terapêuticos
Banhos medicamentosos são parte fundamental do tratamento. Shampoos com clorexidina combatem bactérias e fungos, enquanto formulações com aveia coloidal acalmam a pele irritada.
O tempo de contato é crucial. O shampoo deve permanecer na pele por 10 a 15 minutos antes do enxágue para máxima eficácia.
A frequência varia conforme a gravidade. Casos agudos podem exigir banhos 2 a 3 vezes por semana.
Imunoterapia
Para dermatite atópica, a imunoterapia (vacina de alergia) é o único tratamento que modifica a resposta imunológica. Ela expõe gradualmente o organismo aos alérgenos, reduzindo a sensibilidade.
O tratamento dura meses a anos, com aplicações inicialmente semanais. Segundo estudos veterinários, aproximadamente 60 a 70% dos cães apresentam melhora significativa.
A imunoterapia é especialmente valiosa para animais jovens, oferecendo controle a longo prazo sem efeitos colaterais de medicamentos.
Qual o Papel da Alimentação Hipoalergênica no Tratamento?
A nutrição desempenha papel fundamental na saúde da pele e no controle da dermatite. A barreira cutânea depende de nutrientes específicos para manter sua integridade e função protetora.
Alimentos inadequados podem perpetuar inflamações, enquanto dietas bem formuladas fortalecem a pele e reduzem crises alérgicas.
Relação Entre Alimentação e Saúde da Pele
A pele é o maior órgão do corpo e requer nutrição adequada para se manter saudável. Deficiências nutricionais comprometem a barreira cutânea, facilitando infecções e reações alérgicas.
Estudos veterinários demonstram que 10 a 15% dos casos de dermatite canina têm componente alimentar. Mesmo quando a alergia alimentar não é a causa primária, a nutrição adequada melhora a resposta ao tratamento.
Cães com dermatite frequentemente apresentam disbiose intestinal. O desequilíbrio da microbiota afeta o sistema imunológico e pode intensificar reações inflamatórias.
Dietas de Eliminação e Proteínas Hidrolisadas
Dietas de eliminação utilizam fontes proteicas inéditas para o animal. Pato, coelho, canguru ou salmão são opções para cães que consumiram frango e carne bovina a vida toda.
A proteína hidrolisada é processada em fragmentos moleculares pequenos. Essa quebra impede que o sistema imunológico reconheça a proteína como ameaça.
Alimentos com proteína hidrolisada são especialmente úteis para cães com múltiplas alergias alimentares. Eles oferecem nutrição completa sem desencadear reações.
A transição deve ser gradual, misturando o novo alimento ao anterior por 7 a 10 dias. Mudanças bruscas podem causar desconforto gastrointestinal.
Ingredientes Funcionais para Saúde da Pele
Ômega-3, especialmente EPA e DHA de óleo de peixe, possui potente ação anti-inflamatória. Estudos mostram que suplementação adequada reduz coceira e melhora a qualidade da pele.
A dose terapêutica é significativamente maior que a encontrada em rações convencionais. Alimentos desenvolvidos para cães alérgicos contêm níveis elevados desses ácidos graxos.
Probióticos específicos para cães melhoram a saúde intestinal e modulam o sistema imunológico. Lactobacillus e Bifidobacterium são cepas com benefícios comprovados.
Antioxidantes como vitamina E, vitamina C e betacaroteno protegem as células cutâneas do estresse oxidativo. Eles auxiliam na recuperação da pele lesionada.
Zinco e biotina são essenciais para integridade da barreira cutânea. Deficiências desses nutrientes agravam problemas dermatológicos.
Eliminação de Alérgenos Comuns
Frango, carne bovina, laticínios, trigo, soja e milho são os alérgenos alimentares mais frequentes em cães. Evitar essas proteínas é o primeiro passo em dietas hipoalergênicas.
Corantes, conservantes artificiais e aditivos químicos também podem desencadear reações. Alimentos naturais, sem ingredientes artificiais, reduzem essa exposição.
A leitura cuidadosa de rótulos é essencial. Muitos produtos "para pele sensível" ainda contêm ingredientes problemáticos.
Comida Natural para Cães Alérgicos
A alimentação natural desenvolvida especificamente para cães com alergias oferece vantagens significativas. Ingredientes frescos e selecionados garantem qualidade nutricional superior.
Formulações desenvolvidas por profissionais que entendem de saúde animal asseguram equilíbrio nutricional completo. Não basta oferecer comida caseira sem orientação adequada.
Alimentos naturais hipoalergênicos combinam proteínas alternativas, ingredientes funcionais anti-inflamatórios e ausência total de alérgenos comuns. Essa abordagem nutricional com padrão veterinário fortalece a barreira cutânea.
A palatabilidade da comida natural é superior, facilitando a adesão ao tratamento. Cães aceitam melhor alimentos frescos e saborosos.
Resultados clínicos mostram redução na frequência e intensidade das crises quando a nutrição adequada é implementada. A pele torna-se mais resistente e saudável.
Cuidados Diários e Manejo Ambiental
O tratamento da dermatite vai além de medicamentos e alimentação. Cuidados diários e controle ambiental são fundamentais para prevenir crises e manter o conforto do animal.
Pequenas mudanças na rotina fazem grande diferença na qualidade de vida do cachorro com dermatite.
Banhos Regulares com Produtos Adequados
A frequência de banhos varia conforme o tipo de dermatite e orientação veterinária. Cães com dermatite atópica geralmente beneficiam-se de banhos semanais.
Água morna é ideal. Água muito quente pode irritar ainda mais a pele sensível.
Shampoos específicos para pele sensível ou hipoalergênicos são essenciais. Produtos para humanos alteram o pH da pele canina e agravam o problema.
Enxágue completo remove todos os resíduos de shampoo. Restos de produto podem causar irritação adicional.
Secagem adequada previne proliferação de fungos. Toalhas macias e, se o cão aceitar, secador em temperatura baixa garantem pele seca.
Controle Rigoroso de Pulgas e Carrapatos
Para cães com DAPP, o controle de pulgas deve ser impecável. Uma única pulga pode desencadear crise intensa.
Antipulgas de qualidade, prescritos pelo veterinário, oferecem proteção eficaz. Produtos tópicos, orais ou coleiras devem ser usados conforme orientação profissional.
Todos os animais da casa precisam ser tratados simultaneamente. Pulgas transitam entre os pets, e um animal não tratado mantém a infestação.
O ambiente também requer atenção. Aspirar regularmente tapetes, sofás e camas remove pulgas e ovos.
Limpeza de Ambientes
Camas, cobertores e brinquedos do cachorro devem ser lavados semanalmente com produtos hipoalergênicos. Ácaros acumulam-se nesses itens.
Pisos devem ser limpos com produtos que não deixem resíduos químicos. Soluções naturais ou específicas para casas com pets são preferíveis.
Ambientes úmidos favorecem fungos e ácaros. Manter boa ventilação e controlar umidade ajudam no manejo da dermatite atópica.
Plantas tóxicas ou irritantes devem ser removidas do alcance do animal.
Evitar Exposição a Alérgenos
Identificar e minimizar contato com gatilhos ambientais reduz crises. Se o cão reage a pólen, evite passeios em horários de pico.
Limpar as patas após passeios remove alérgenos ambientais. Lenços umedecidos específicos para pets são práticos.
Produtos de limpeza doméstica devem ser escolhidos cuidadosamente. Opções sem fragrância e hipoalergênicas são mais seguras.
Hidratação e Cuidados com a Pele
Pele ressecada é mais vulnerável. Hidratantes veterinários específicos para cães mantêm a barreira cutânea saudável.
Aplicar após banhos ou conforme orientação do veterinário. Produtos com ceramidas são especialmente benéficos.
Escovação regular remove pelos mortos e distribui óleos naturais. Também permite inspeção frequente da pele para detectar alterações precocemente.
Unhas aparadas previnem lesões por coceira. Cães com dermatite coçam-se intensamente, e unhas longas causam ferimentos maiores.
Prevenção e Acompanhamento a Longo Prazo
A dermatite canina é geralmente uma condição crônica que requer manejo contínuo. Compreender essa realidade ajuda tutores a estabelecer expectativas realistas e manter o comprometimento com o tratamento.
O objetivo não é necessariamente a cura definitiva, mas o controle eficaz que proporciona qualidade de vida ao animal.
Dermatite Como Condição Crônica
Muitos tipos de dermatite, especialmente a atópica, não têm cura completa. O sistema imunológico do animal mantém a predisposição a reações alérgicas.
Controle adequado significa minimizar sintomas, prevenir infecções secundárias e manter o cachorro confortável. Muitos cães vivem plenamente com dermatite bem manejada.
Aceitar a natureza crônica da condição evita frustrações. Tratamentos interrompidos prematuramente frequentemente resultam em recaídas.
Consultas Veterinárias Regulares
Acompanhamento periódico permite ajustes no tratamento conforme a evolução do quadro. O que funciona inicialmente pode precisar de modificações.
Consultas a cada 3 a 6 meses são recomendadas para casos controlados. Situações mais complexas exigem avaliações mais frequentes.
O veterinário monitora efeitos colaterais de medicamentos de uso prolongado e avalia a necessidade de exames complementares.
Dermatologistas veterinários são especialistas indicados para casos refratários ou complexos. Eles possuem conhecimento aprofundado e acesso a tratamentos avançados.
Identificação Precoce de Sinais de Recidiva
Tutores atentos reconhecem sinais iniciais de crise. Aumento da coceira, lambedura excessiva ou vermelhidão são alertas.
Intervenção precoce previne agravamento. Ajustar medicação ou intensificar cuidados no início dos sintomas evita lesões graves.
Manter registro de crises ajuda a identificar padrões. Anotar data, sintomas e possíveis gatilhos fornece informações valiosas ao veterinário.
Manutenção da Dieta Adequada
Consistência alimentar é fundamental. Mudanças frequentes de ração ou oferecimento de petiscos inadequados comprometem o tratamento.
Quando a alergia alimentar está envolvida, disciplina rigorosa é necessária. Toda a família deve estar comprometida em não oferecer alimentos proibidos.
Comida natural desenvolvida para cães alérgicos, mantida como base da alimentação, fortalece continuamente a saúde da pele. A nutrição adequada é prevenção diária.
Petiscos devem ser escolhidos cuidadosamente. Opções hipoalergênicas compatíveis com a dieta do animal estão disponíveis.
Registro de Gatilhos e Padrões
Manter um diário da dermatite auxilia no manejo. Registre crises, mudanças ambientais, alimentação e tratamentos.
Padrões sazonais podem emergir. Dermatite atópica frequentemente piora em determinadas épocas do ano.
Identificar gatilhos específicos permite medidas preventivas direcionadas. Se passeios em certo local precedem crises, evite aquela área.
Fotografias da pele em diferentes momentos documentam evolução e ajudam na comunicação com o veterinário.
Qualidade de Vida do Pet
Com tratamento adequado, cães com dermatite vivem felizes e confortáveis. O controle eficaz elimina coceira e dor, restaurando bem-estar.
Atividades físicas e mentais devem ser mantidas. Dermatite não impede o cachorro de brincar, passear e interagir.
O vínculo entre tutor e pet fortalece-se através do cuidado dedicado. Animais percebem o esforço em proporcionar conforto.
Expectativas realistas e comprometimento com o tratamento a longo prazo são chaves para sucesso. A jornada exige paciência, mas os resultados compensam.
Perguntas Frequentes
Quanto tempo leva para tratar dermatite em cachorro?
O tempo de tratamento varia significativamente conforme o tipo e gravidade da dermatite. Casos agudos de dermatite de contato podem melhorar em 1 a 2 semanas com tratamento adequado.
Dermatite atópica e alergia alimentar são condições crônicas que requerem manejo contínuo. Melhorias iniciais aparecem em 4 a 8 semanas, mas o controle completo pode levar 3 a 6 meses.
Dietas de eliminação para diagnosticar alergia alimentar exigem 8 a 12 semanas de adesão rigorosa antes de resultados conclusivos.
Imunoterapia para dermatite atópica mostra resultados após 6 a 12 meses de tratamento. A paciência é essencial, pois o organismo precisa de tempo para modificar sua resposta imunológica.
Infecções secundárias prolongam o tratamento. Antibióticos são necessários por 3 a 6 semanas, e a pele precisa de tempo adicional para cicatrizar completamente.
Dermatite em cachorro tem cura definitiva?
A possibilidade de cura depende do tipo de dermatite. Dermatite de contato tem cura definitiva quando o agente causador é identificado e completamente eliminado do ambiente.
DAPP (dermatite alérgica à picada de pulga) é controlável com prevenção rigorosa de pulgas. Tecnicamente não há cura, mas controle perfeito de parasitas elimina os sintomas.
Dermatite atópica raramente tem cura definitiva. É uma condição genética crônica que requer manejo ao longo da vida. Imunoterapia pode reduzir significativamente os sintomas, mas não garante cura completa.
Alergia alimentar é controlável com dieta adequada. Evitar o alérgeno elimina os sintomas, mas a sensibilidade permanece. O cão continuará reagindo se exposto novamente ao alimento problemático.
O foco do tratamento é controle eficaz que proporcione qualidade de vida, mesmo quando cura definitiva não é possível. Muitos cães vivem confortavelmente com dermatite bem manejada.
Posso usar remédio de farmácia humana para dermatite canina?
Não medique seu cachorro com produtos de farmácia humana sem orientação veterinária. Muitos medicamentos seguros para humanos são tóxicos para cães.
Anti-inflamatórios como ibuprofeno e paracetamol causam intoxicação grave em cães, podendo levar a insuficiência renal, úlceras gastrointestinais e morte.
Alguns anti-histamínicos humanos podem ser usados em cães, mas apenas com prescrição veterinária. A dose é calculada conforme o peso e condição do animal.
Pomadas e cremes humanos frequentemente contêm ingredientes inadequados para cães. Além disso, o animal pode lamber o produto, ingerindo substâncias potencialmente tóxicas.
Corticoides tópicos humanos têm concentrações inadequadas para uso veterinário. Aplicação incorreta causa efeitos colaterais sem benefício terapêutico.
Sempre consulte um médico veterinário antes de administrar qualquer medicamento. O profissional prescreverá produtos seguros e eficazes na dosagem correta.
Qual a melhor ração para cachorro com dermatite?
A melhor alimentação para cachorro com dermatite depende da causa específica da condição. Para alergia alimentar confirmada, rações com proteína hidrolisada ou fontes proteicas inéditas são indicadas.
Proteínas hidrolisadas são fragmentadas em partículas pequenas que não desencadeiam resposta alérgica. Marcas veterinárias oferecem essas opções, mas geralmente são caras.
Rações com fontes proteicas alternativas (pato, salmão, coelho) beneficiam cães que nunca consumiram essas proteínas. A novidade impede reação alérgica.
Ingredientes funcionais são essenciais. Procure alimentos com altos níveis de ômega-3 (EPA e DHA), probióticos específicos e antioxidantes.
Evite rações com ingredientes comuns de alergia: frango, carne bovina, laticínios, milho, trigo e soja. Corantes e conservantes artificiais também devem ser evitados.
Comida natural desenvolvida especificamente para cães alérgicos oferece vantagens significativas. Ingredientes frescos, selecionados e formulação com padrão veterinário garantem nutrição adequada para fortalecer a barreira cutânea.
A alimentação natural desenvolvida por quem entende de pele e saúde animal combina ausência de alérgenos, ingredientes anti-inflamatórios e palatabilidade superior, facilitando adesão ao tratamento.
Banho frequente piora a dermatite do cachorro?
Banhos frequentes não pioram a dermatite quando realizados corretamente. Na verdade, são parte importante do tratamento para muitos tipos de dermatite.
A frequência adequada depende do tipo de dermatite e orientação veterinária. Cães com infecções secundárias podem precisar de banhos 2 a 3 vezes por semana.
O produto usado é crucial. Shampoos inadequados ou para humanos alteram o pH da pele canina e removem óleos protetores, agravando o problema.
Shampoos terapêuticos com clorexidina, antifúngicos ou calmantes são formulados para pele sensível. Eles limpam sem causar ressecamento excessivo.
O tempo de contato do shampoo é importante. Deixar o produto agir por 10 a 15 minutos maximiza benefícios terapêuticos.
Enxágue completo é essencial. Resíduos de shampoo irritam a pele e podem piorar a dermatite.
Secagem adequada previne proliferação de fungos. Umidade excessiva favorece Malassezia e bactérias.
Hidratação pós-banho com produtos veterinários específicos mantém a barreira cutânea saudável, especialmente em cães com pele seca.
Como diferenciar dermatite de sarna em cachorro?
Diferenciar dermatite de sarna requer avaliação veterinária, mas algumas características ajudam a distinguir as condições. A localização das lesões oferece pistas iniciais.
Sarna sarcóptica causa coceira intensa principalmente nas bordas das orelhas, cotovelos, jarrete e barriga. As lesões começam nessas áreas e se espalham.
Sarna demodécica geralmente não causa coceira intensa inicialmente. Ela se manifesta como áreas sem pelo, especialmente ao redor dos olhos, focinho e patas.
Dermatite atópica afeta principalmente patas, orelhas, focinho e região abdominal, mas a coceira é o sintoma predominante desde o início.
Sarna é altamente contagiosa entre cães. Se outros animais da casa desenvolvem sintomas similares rapidamente, sarna é mais provável.
O padrão de coceira difere. Sarna sarcóptica causa coceira extremamente intensa que não responde a tratamentos convencionais para alergia.
Raspado de pele identifica ácaros da sarna. O veterinário coleta material da pele e examina ao microscópio. Este exame é definitivo para diagnóstico.
Tratamento de prova também auxilia. Se antiparasitários específicos para sarna eliminam os sintomas, confirma-se o diagnóstico.
Apenas o médico veterinário pode diagnosticar corretamente. Consulte um profissional ao primeiro sinal de problemas de pele no seu cachorro.


